Tanto tive, tanto obtive, tanto vivi, tanto fui e tanto vim.
Só agora que fiquei dias e mais dias sem dormir
percebo que o tempo a tempos me ensinava que valor só damos àquilo que não possuímos
mais.
É óbvio, mas é o real valor das coisas. Para alguém que vive
cercado de muito real e pouco valor, até que é uma boa sacada. Agora me diz
o que estamos fazendo, eu aqui escrevendo e você aí lendo? Vamos todos dormir, e deixar
de perturbar os outros com nossas
pequenices.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Ela
Ela,
mulher estranha,
mulher bacana.
sua maquilagem
não sai da loja,
sai de sua boca,
entra pelos ouvidos
e apaixona.
mulher estranha,
mulher bacana.
sua maquilagem
não sai da loja,
sai de sua boca,
entra pelos ouvidos
e apaixona.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Reclamação
Tenho uma reclamação a fazer contra o tempo.
É que as nuvens têm um poder de influenciar no meu humor.
E, cara, esses dias nublados me deixam triste.
É isso.
Obrigada.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Menina no Metrô
Olha!
Olho.
Não olho.
Olhei, olhou.
Olhou.
Olho, não dá, tão na frente.
Olho.
Cadê?
Desceu na Brigadeiro.
Olho.
Não olho.
Olhei, olhou.
Olhou.
Olho, não dá, tão na frente.
Olho.
Cadê?
Desceu na Brigadeiro.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Vou-me embora
Vou-me embora pra Franca
Lá sou amigo do rei
Lá tenho o sapato que eu quero
No armário que escolherei
Vou-me embora pra Franca
Vou-me embora pra Franca
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de lago!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa (Comas) vinha me contar
Vou-me embora pra Franca
Em Franca não tem nada
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Não tem telefone automático
Tem cerveja à vontade
Não tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
Terei o sapato que eu quero
No armário que escolherei
Vou-me embora pra Franca.
Lá sou amigo do rei
Lá tenho o sapato que eu quero
No armário que escolherei
Vou-me embora pra Franca
Vou-me embora pra Franca
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de lago!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa (Comas) vinha me contar
Vou-me embora pra Franca
Em Franca não tem nada
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Não tem telefone automático
Tem cerveja à vontade
Não tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
Terei o sapato que eu quero
No armário que escolherei
Vou-me embora pra Franca.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Resumé
Dia estranho... Modorra acumulada de chuva não chovida: bafo de frente; calor rebatido pelo chão. Dia quente, insuportável. Céu era azulindo, mas. Com manchinhas branquinhas. Ainda não ficava cinza das nuvens ameaçadoras. Era nem manhã nem tarde: meiamente. Quando pessoas estão almoçando, mas só em dias normais... férias! Todos estavam é no já-cordando pois. Mas foi bem depois que ocorreu o acontecido. Por ora era o fechando vistas para a janela bem aberta... olhos de metade... olhos zumbizando... olhos remeleca... ãããããããí então água para o despertando! Excitação para aproveitar os instantes, fora, com todos. Todos é o complicado... porém. É a lenga-longa-lenga. É mais o calor calor calor. Que horror! Sintonia é nunca! No entanto contanto, apesares dos pesares, no repetindo e rindo tudo tudo sempre dá. E deu. Fomos. Saímos. Onde? Fora. Fora do entre-quatro-paredes; dos não-visíveis-muros; do ensimesmo. Issos ainda nãos. Talvez amanhã. Saímos é fora de casa. Mas no primeiramente tínhamos que quebrar o jejum. Com calor e ror-ronco, é o semibum de irritação. O outro semi é escolher... mas... bemmente... bidizendo: repetindo e rindo tudo dá. E pois deu, de novamente. E sim, agora todos cheim, é felicim sim! Calor nem mais sentimos. E o ocorrido? Chego-chego lá. Então no meio mais alegremente foi o escolhendo quê fazer. Escolhemos parque. De diversão não. Ora sim. Não. Parque de diversão não, parque parque, com diversão. Tinha árvore, tinha lago, tinha grama, tinha multidão espalhados em seus cada afazeres. Era um bom parque. E pois divertimos. Muitamente. E no depois: redivertimos. Mas veio vindo nuvens ameaçadoras, já redito. E mais ventania de tempestade, isso agora dito. Fomos embora. Dia virava noite, céu cinza e escuro e negro. Chuva. Mas já ou no daqui-a-pouco, todos estavam no dentro. Retornavam. Um dia mais dizendo beijomeliga. Só sobrou lembrancinhas. Outrora é hora de lembrar e relembrar. Agora é hora de descansar. E o acontecido de estranheza? Pode ocorrer amanhã, não pode? Além do mais, amanhã é bem depois... ainda.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Falsa Lei Marketeira
Antes de irmos ao cinema
Alguém queria tomar chá
Atravessar a rua era esquema
Pois cházinho havia lá
Outrora alguém bem sabido
Comentou da proibição
Propagandas com imperativos
Agente não pode fazer não
Bem estranho isso achei
Pois não podia ser verdade
Como algo assim pode ser lei
Se a lojinha se chamava "Mate"?
Alguém queria tomar chá
Atravessar a rua era esquema
Pois cházinho havia lá
Outrora alguém bem sabido
Comentou da proibição
Propagandas com imperativos
Agente não pode fazer não
Bem estranho isso achei
Pois não podia ser verdade
Como algo assim pode ser lei
Se a lojinha se chamava "Mate"?
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Lição do fim de semana:
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Beleza Moderna
-É belo...
-Por que é belo?
-É belo porque é belo.
-Por quê?
-Não sei o porquê, mas sei que é belo.
-Ah, vá para o inferno!
-Por que é belo?
-É belo porque é belo.
-Por quê?
-Não sei o porquê, mas sei que é belo.
-Ah, vá para o inferno!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
“Tu serás senador, Arthur!”
No recôndito do meu trono azulejado,
Escutei umas palavras que diziam:
“Tu serás feliz, Bentinho”.
Não, não foi bem isso,
Na verdade sussurraram:
“Tu serás Rei, Macbeth!”.
Mas que diabos...
sequer sou escocês.
A fada deve ter dito:
“Tu serás senador, Arthur!”.
Confesso que me senti enojado.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
reflexão de um escravo vestibulando
Ando me contentando com os mais pequenos prazeres da vida...
Não por atitude minimalista, mas por ausência de outros maiores.
Tirar o sapato ao chegar em casa virou o ponto alto do meu dia.
Não por atitude minimalista, mas por ausência de outros maiores.
Tirar o sapato ao chegar em casa virou o ponto alto do meu dia.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Parodiando Paulo Leminski
acordei bemol
acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
P. Leminski
acordei etanol
acordei etanol
tudo estava moído
sol fazia
só não fazia sentido
acordei paracetamol
acordei paracetamol
tudo estava dolorido
sol fazia
só não fazia efeito
acordei fenol
acordei fenol
tudo estava aldeído
isomeria fazia
só não fazia sentido
acordei futebol
acordei futebol
tudo estava perdido
gol faziam
só não faziam faltas
acordei pepto-bismol
acordei pepto-bismol
o estômago estava fudido
pum fazia
só não fazia melhorar
acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
P. Leminski
acordei etanol
acordei etanol
tudo estava moído
sol fazia
só não fazia sentido
acordei paracetamol
acordei paracetamol
tudo estava dolorido
sol fazia
só não fazia efeito
acordei fenol
acordei fenol
tudo estava aldeído
isomeria fazia
só não fazia sentido
acordei futebol
acordei futebol
tudo estava perdido
gol faziam
só não faziam faltas
acordei pepto-bismol
acordei pepto-bismol
o estômago estava fudido
pum fazia
só não fazia melhorar
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Surto
Tobias já não conseguia mais ver seu reflexo no espelho, os vultos deformavam-lhe a imagem. Um redemoinho de angústia e lembranças, ou seriam esses sinônimos?
domingo, 9 de agosto de 2009
Chás
- Olá, amigos.
Qual sabor de chá vocês preferem:
de canela, mate, de cadeira, da tarde, de sumiço, alucinógeno, das índias, de boldo, preto, de panela, de bebê, verde, de cozinha, gelado, branco, camomila ?
Qual sabor de chá vocês preferem:
de canela, mate, de cadeira, da tarde, de sumiço, alucinógeno, das índias, de boldo, preto, de panela, de bebê, verde, de cozinha, gelado, branco, camomila ?
A água já está fervendo.
esconderijo
A arte está nos olhos de quem vê, nos ouvidos de quem escuta, na mente de quem pensa e por aí vai... ao infinito e além, tipo toy story
terça-feira, 28 de julho de 2009
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