sábado, 1 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
colonização para leigos
veio o Índio recebê-lo.
o português deu-lhe
terno, idioma, passado.
o Índio agachou
e deu-lhe bunda.
o português recusou
disse
que
por
ora
só
ia
ficar
com
o
pau
.
domingo, 29 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Engraçada
domingo, 1 de maio de 2011
Pós-modernismo religioso
Individualismo vidrifica a alma
E às pedras no meio do caminho
Espatifa
Para a reconstrução do ser
É preciso elevar a temperatura
Assim a salvação da alma
É o inferno
quinta-feira, 31 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Auto-opressão
Calada à espreita
numa esquina estreita
lá ela aguarda
pronta para o bote
Qualquer movimento
sensação ou sentimento:
ataque em silêncio
censura, boicote
Eis que ela sou eu
meu eu desdobrado
que vive guardado
à espera de ação
E quando ela vem
não fala nem chama
apenas derrama
rancor, desilusão
Cansei de ser eus
Um que tenta, não se contenta,
Um que reprova e que reprime,
Dois que choram,
Então.
terça-feira, 15 de março de 2011
O pior que poderia acontecer
eis que a vida me soca, me estupra e cospe na minha boca.
O pior que poderia acontecer, aconteceu.
domingo, 13 de março de 2011
Despensa
São três horas da manhã
Sinto fome, um vazio por dentro
Dirijo-me à despensa
O caminho é longo, é difícil
Custa caminhar
Os passos vão consolidando-se, um a um
Pesados, longos...
A porta está emperrada
Para abri-la é preciso força, muito esforço
Minhas mãos tremem, meus dedos hesitam
De repente, ela se abre
De seu interior uma luz se liberta
Me ofusca os olhos, os pensamentos
Quando retomo a visão vejo que lá estão eles
Diante de mim há doses cavalares de sonhos, de idéias e ambições
Logo atrás encontram-se caixas repletas de utopias
Mais abaixo estão enormes potes de vontades e sacas e mais sacas de ânsias incontroláveis
Entre eles vejo também outras embalagens sem rótulo nem etiqueta, que ali descansam em meio a todas as outras
Ainda na porta, ponho toda minha atenção em cada detalhe daquele lugar
Suas prateleiras gastas, suas paredes descascando, e todas aquelas coisas perfeitamente desordenadas
Um cheiro me envolve:
Uma mistura de aromas estranhos e desconhecidos e algo de umidade
Sim! umidade...
Noto uma goteira da qual um líquido viscoso e escuro pinga ininterruptamente
Tento examiná-lo à distância... parece ser indefinível
Olho meus pés e logo à frente vejo uma enorme poça, que se espalha por todo o lugar
Uma fossa de castelo
Ela me separa daquilo que desejo
Me causa uma enorme, esquisita frustração
Uma gota robusta cai subitamente, fazendo com que respingos alojem-se em meus pés
Gotículas vão escorrendo por entre meus dedos descalços
Uma dor espalha-se pelas solas
Sobe pelos tornozelos, pernas,...
Sinto-a adentrar todo meu corpo, que se contrai
Caio
Já não consigo me mover
Do chão, tento continuar olhando as prateleiras
Quanto fascínio!
Porém parecem cada vez mais inalcançáveis e distantes
Aos poucos, vai me findando a visão...
Acordo em uma cama
Um desconforto indefinível me toma e vejo meus pés machucados
Olho para o lado e o relógio continua tique-taqueando
Mais um dia se foi.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Reminder
Tipo uma dor caramelo
Guardai com muito zelo
Pois não tornarás a vê-lo, tê-lo ou sê-lo
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
passar ou passado?
Tu passas,
Ele passa...
por mim.
O passo não
passa...
É passado.
O paassado,
as passadas
permanecem... [estão pegadas
nas veredas
d'alma.]
Nas passadas,
está passado o que me formou:
sem-ti-mento,
dor,
há-mor?,
in-certeza,
ah-mor,
feliz-idade...
E as muitas pessoas que
passaram,
mas permaneceram...
Passado,
que belo espelho ...
olho pra trás pra seguir em frente!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Cavaleiros das Mesas Redondas
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
auto do concretismo
que a barca
tudo abarca.
Se algum concretista já escreveu algo parecido, ele que venha tirar satisfações!
cretinos!
sábado, 27 de novembro de 2010
Wanderson
da boemia com a vida,
aprendi que chamando
moleque de senhor,
o bandido vira gente.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
amor dadivagado
no fim do mundo,
um pato encontrou um cacto
e se apaixonou.
e o pato, dando seus sonoros grasnos
se enrolou em espinhos,
sendo mais humano
que muito homem,
se sentiu feliz.
e o cacto,
tão solitário,
nunca amado,
deu seu amor ao pato
e foi feliz.
e o pato,
furado por espinhos
envolto em sangue,
sentiu a dor
do seu amor.
e o cacto,
sentiu a dor
que causou
àquele único
que o amou.
*inspirado no blog www.dadivagada.blogspot.com com colaboração de Guilherme Varga

